O desemprego e a migração de lojistas para outros estados são algumas das consequências do aumento do ICMS para veículos novos e usados em São Paulo apontadas por entidades do setor automotivo.

A partir desta sexta-feira (15), o ICMS dos veículos usados vai de 1,80% para 5,53%, aumento de 207%, e passa a ser de 3,9% em abril, enquanto o de carros novos subirá de 12% para 13,3%. A partir de 1º de abril, passa a ser de 14,5%.

Para o setor, o aumento do ICMS vai provocar:

  • Aumento da informalidade para o setor de carros usados;
  • Aumento do desemprego;
  • Fechamento de lojas por causa da carga tributária;
  • Migração de lojas para outros estados próximos a São Paulo, para continuar trabalhando de maneira formal com outra carga tributária;
  • Diminuição da arrecadação de impostos para o estado de São Paulo;
  • Impacto no bolso do consumidor final.

Insatisfação do setor

Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (13), entidades afirmam que não houve diálogo entre o governo do estado com o setor e que vão recorrer de todas as formas legais possíveis para que o aumento seja revogado. “Nós apelamos aqui que o governo tenha bom senso e revogue os decretos e busque reduzir a despesa”, afirma o presidente do Sincodiv SP, Alvaro Faria.

O presidente da Fenauto, Ilídio Gonçalves dos Santos, diz que o segmento de usados e seminovos gera 300 mil empregos diretos e indiretos e estima que, com aumento do ICMS, cerca de 40 mil a 50 mil postos de trabalho devem ser afetados.

“Eu não sei onde o governo está com a cabeça fazendo um decreto como esse em um ano de dificuldade por causa da pandemia”, afirma Santos.

Estavam presentes representantes das seguintes entidades: Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores) e Sincodiv-SP (Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos no Estado de São Paulo).

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