O avanço da vacinação estimulou o retorno das atividades presenciais. Quem tem se beneficiado disso é o setor de serviços, que foi duramente afetado pelas restrições de funcionamento impostas pela pandemia de coronavírus.

Em agosto, os serviços prestados às famílias – como hotéis e restaurantes – avançaram 4,1%, quinta taxa positiva desde abril. No ano, o segmento acumula crescimento de 50,5%.

“Mais uma vez, destaque para a (forte) retomada dos serviços prestados às famílias, como reflexo dos avanços na vacinação contra a covid-19 e reabertura da economia. Neste sentido, os serviços de hospedagem e alimentação saltaram 4,5% naquele mês (e tiveram expansão de 55% desde abril)”, diz em relatório Rodolfo Margato economista da XP.

Essa retomada do setor de serviços ajuda a manter no azul as projeções para o PIB do terceiro trimestre de 2021. O Itaú reduziu sua estimativa de crescimento no período para 0,4%. “Taxas ainda positivas de crescimento trimestral do PIB se devem exclusivamente à retomada em curso do setor de serviços à medida que a mobilidade se normaliza”, afirma relatório do Itaú-Unibanco.

Por outro lado, esse retorno deve acelerar ainda mais a inflação, já que as pessoas vão voltar a consumir serviços que ficaram parados durante a pandemia. “A inflação corrente apresenta malta disseminada e segue indicando repasse para itens mais inerciais, como serviços”, diz o Itaú.

Como fica o setor daqui para a frente? Esse processo de recuperação deve continuar, mas ninguém deve esperar por saltos de crescimento. “A expectativa para os próximos meses é de continuidade dessa retomada do setor, porque ainda tem alguns segmentos muito abaixo no nível pré pandemia, como serviços prestados às famílias e transporte aéreo”, disse Rodolpho Tobler, coordenador da sondagem do comércio do Ibre/FGV.

Segundo ele, o ritmo de retomada deve ser mais próximo do que ocorreu em agosto (alta média de 0,5%). “A cautela dos consumidores ainda não permite imaginar uma recuperação muito mais forte.”

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