Enganou-se quem pensou que a Semana do Brasil, uma espécie de Black Friday criada pelo governo, seria um fracasso. Levantamento feito pela Cielo, que apura os dados de vendas feitas com cartões e QR Code, mostra que as vendas do período de 6 a 15 de setembro cresceram 11,3% em relação ao mesmo período de 2018.

Dá para dizer que surpreendeu? As vendas de agosto tiveram um aumento de 5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Então, houve uma aceleração desse avanço.

Esse crescimento foi generalizado ou algum setor se beneficiou mais? Os segmentos que tiveram os maiores aumentos de vendas foram os de cosméticos (19,8%), móveis, eletro e lojas de departamentos (12,6%), turismo e transporte (6,6%), vestuário e artigos esportivos (6,1%) e supermercados e hipermercados (4,5%).

Quem vendeu mais, as lojas físicas ou as on-line? Na comparação com a média de dias de semanas sem feriados ou datas comerciais, as vendas do e-commerce subiram 18,5%, enquanto as das lojas físicas avançaram 7,1%.

O que influenciou esse resultado? Gabriel Mariotto, diretor de inteligência da Cielo, diz que as promoções realizadas pelo comércio surtiram efeito e levaram o consumidor às compras. O que a gente percebe é que se tem promoção interessante, como na Black Friday, o consumidor acaba aderindo.

Mas esse aumento vai “roubar” as vendas da Black Friday? Mariotto diz que ainda é cedo para fazer esse tipo de avaliação. “O que se percebe, é que a Black Friday tira um pouco do faturamento do Natal, mas na somatória geral há um ganho.”

Segundo ele, a primeira Black Friday brasileira, a de 2011, gerou um aumento de vendas de 14%. A data só começou a pegar mesmo em 2013, quando o incremento foi de 40%. “Ainda é cedo para avaliar se vai ter o efeito de tirar as vendas da Black Friday.”

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