O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta segunda-feira (11) que incluiu academias de ginástica, salão de beleza e barbearia como serviços essenciais. O decreto que confirma a decisão do governo foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União que circula nesta segunda-feira, 11. “Saúde é vida”, justificou o presidente ao jornalistas na chegada do Palácio da Alvorada. Segundo ele, as três atividades são fundamentais para a manutenção da saúde.

“Academia é vida. As pessoas vão aumentando o colesterol, tem problema de estresse. (Com a academia) vai ter uma vida mais saudável”, disse, complementando que ir ao cabeleireiro é uma questão de higiene. “ A questão de cabeleireiro também. Fazer cabelo e unhas é questão de higiene.”

Com essa ampliação, a lista, que foi definida pelo decreto 10.282, de 20 de março, já tem 57 atividades. No último dia 7, o presidente já tinha incluído o setor da construção civil e atividades industriais como essenciais, após reunião com empresários no STF (Supremo Tribunal Federal). Entre os empresários que apoiam Bolsonaro está Edgard Gomes Corona, Grupo Bio Ritmo e Smart Fit, duas redes de academia.

Bolsonaro tinha prometido ampliar o rol de atividades consideradas essenciais durante a pandemia. “Amanhã devo botar mais algumas profissões como essenciais. Vou abrir, já que eles não querem abrir, a gente vai abrindo aí”, afirmou Bolsonaro a apoiadores, em frente ao Alvorada no domingo.

Teich é supreendido com decreto de Bolsonaro

O ministro da Saúde, Nelson Teich, foi surpreendido pela notícia de que o presidente Jair Bolsonaro editou decreto, nesta segunda-feira (11), para incluir academias e salões de beleza entre as atividades essenciais durante a pandemia do novo coronavírus. “Isso aí… Saiu hoje isso?”, questionou Teich ao ser indagado sobre a decisão do presidente durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto.

Teich minimizou o episódio dizendo que esta não é atribuição da sua pasta, e sim do presidente e do Ministério da Economia, mas que a medida ainda pode ser revista após considerações da Saúde. “Não passou pela gente. A decisão de atividades essenciais é definida pelo Ministério da Economia”, disse. Antes da declaração, o ministro da Saúde consultou o secretário executivo, general Eduardo Pazuello.

Sobre as atividades essenciais, Teich alertou que é seu dever ajudar a proteger a sociedade e passar orientações para que tudo funcione de forma segura. “A minha função aqui é ajudar a proteger as pessoas, mesmo que exista uma decisão da Economia sobre o que é essencial ou não, a gente tem que participar ajudando com que essa decisão seja feita de forma segura para a sociedade”, afirmou.

Questionado se, então, não deveria ter sido consultado antes da edição do decreto, Teich respondeu que ainda é possível fazer modificações. “Qualquer coisa que é decidida pode ser revista, existe um diálogo que permite que a gente se posicione”, acrescentou.

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