A Federação Única dos Petroleiros (FUP) anunciou apoio à greve nacional dos caminhoneiros, marcada para 1º de fevereiro pela Associação Nacional de Transportes do Brasil (ANTB).

Em nota, a FUP listou uma série de ações pelo país, como a distribuição de cestas básicas, botijões de gás, máscaras e vouchers de combustível, mas não anunciou a adesão da categoria à greve.

A principal bandeira comum entre caminhoneiros e petroleiros é o preço dos combustíveis, que teve o segundo reajuste em menos de 10 dias. O custo do diesel é uma das principais variáveis para o cálculo do frete rodoviário.

A FUP aponta que a atual política de preços da Petrobras, que usa como referência o dólar e o custo do barril de petróleo no mercado internacional, tem como objetivo viabilizar a privatização da empresa. “Com a privatização, a tendência é que o preço dos derivados aumente muito mais”, afirma Deyvid Bacelar, coordenador geral da FUP.

Mais adesões

Na terça-feira, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) já havia divulgado apoio à paralisação, com orientação de adesão para todos os 800 mil motoristas da sua base.

Em nota, o porta-voz da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer, presidente do Sinditac (Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga) de Ijuí-RS, e vice-presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil), disse que a categoria não suporta a “insensibilidade” do governo Bolsonaro e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre reivindicações do setor.

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