O secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, afirmou nesta quarta-feira que o Ministério da Economia solicitou inicialmente a transferência de R$ 445,2 bilhões do resultado cambial do Banco Central (BC), mas o governo decidiu pelo valor de R$ 325 bilhões em razão de preocupação apresentadas pela autoridade monetária.

“O Banco Central mostrou uma preocupação quanto ao comportamento do balanço ao longo do segundo semestre, em particular com a possibilidade de ter um prejuízo superior ao saldo remanescente desse resultado por conta de uma variação cambial”, explicou Funchal em coletiva de imprensa virtual do Conselho Monetário Nacional (CMN).

“E aí, a partir dessas discussões, a própria Comoc [Comissão Técnica da Moeda e Crédito], em unanimidade, sugeriu para o Conselho Monetário Nacional a transferência imediata de R$ 325 bilhões, mantendo a possibilidade de uma nova transferência até o final desse exercício, claramente ainda se tiver a manutenção das severas restrições de liquidez da economia”, completou.

De acordo com o secretário, como resultado das consequências econômicas da pandemia da Covid-19, as atuais condições de mercado são marcadas por severa restrição nas condições de liquidez, alimentada por uma forte migração para ativos líquidos e menos voláteis, justificando o pedido do Tesouro.

“O principal indicador do nosso risco de financiamento no curto prazo é justamente o percentual de dívida vencendo nos próximo 12 meses e a gente já consegue observar um aumento bastante significativo desse número, passando de 18,7% para algo em torno de 20 a 23%, provavelmente ainda um pouco maior do que isso.”

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