A Arábia Saudita está mesmo disposta a sacudir o mercado de petróleo. No fim de semana, decidiu cortar 10% do preço do barril para exportação e, na terça, anunciou o aumento de 25% na sua produção. Nesta quarta (dia 11), uma nova ampliação foi comunicada. Agora, o plano da estatal petroleira Saudi Aramco, a maior empresa do setor no mundo, é entregar 13 milhões de barris por dia (bpd).

Em números:

  • Até o fim da semana passada, a produção era de 9,7 milhões de barris/dia.
  • Na terça (ontem), foi comunicado o plano de expandir a produção para 12,3 milhões de barris/dia.
  • Nesta quarta, o ministério de Energia saudita orientou a petroleira estatal Saudi Aramco a elevar sua capacidade de produção para 13 milhões de barris por dia (bpd).

Foi só um comunicado, mas o mercado já está sentindo: A cotação do petróleo do tipo Brent, usado como referência para os negócios da Petrobras, por exemplo, recuava US$ 1,20, o equivalente a 3,22%, ainda no início da manhã. O barril era negociado a US$ 36,02.

A cotação do WTI, o petróleo usado como referência nos Estados Unidos, caía US$ 1,09 dólar, ou 3,17%, para US$ 33,27 por barril.

Como esse aumento vai acontecer? A Saudi Aramco não informou um cronograma para os planos, que devem envolver investimentos de bilhões de dólares no aumento da capacidade de bombeamento.

Qual o contexto do anúncio? É mais um passo na guerra de preços entre os sauditas e russos depois que estes últimos se recusaram a reduzir sua produção de petróleo para tentar estabilizar os preços da commodity, que já estavam em queda por causa do coronavírus — que está derrubando a demanda global, principalmente por meio da China. Como resposta, a Arábia Saudita decidiu retaliar a Rússia.

A última vez que os sauditas ampliaram expressivamente sua capacidade de produção havia sido mais de uma década atrás, em meio a um aumento nos preços puxado pelo crescimento da China. À época, o país ampliou em 4 milhões de bpd a sua capacidade de produção.

(Com Reuters)

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