Sergio Rial, CEO do Santander Brasil, explicou nesta quarta-feira (dia 27) a estratégia por trás do fechamento de agências do banco nos últimos meses. Com menos 39 agências no período, o banco encerrou o trimestre com 139 lojas a menos do que no fim de setembro de 2020.

De acordo com Rial, que está de saída do cargo, os números não causam preocupação e estão dentro de um plano de relocalização do banco no país. “Estamos eliminando lojas que se sobrepõem em grandes centros urbanos, quando há uma loja perto da outra”, diz. “Os centros das grandes cidades se movem e as pessoas não precisam de tantas agências no mesmo lugar”.

Enquanto encerra a operação de lojas próximas umas das outras, o Santander também está abrindo novas agências em regiões até então pouco exploradas pelo banco. Exemplos foram a abertura de um ponto em Cruzeiro do Sul, no Acre e de mais de 30 lojas no Ceará, mostrando o plano do banco para atacar as regiões Norte e Nordeste. “Fechamos quando há sobreposição e abrimos no interior do país. A organização nem reage a isso”, diz.

Com 2029 agências, o Santander mantém menos agências do que outras instituições financeiras – que também devem reportar o fechamento de agências neste trimestre. O Itaú, por exemplo, reportou o fechamento de portas de 114 agências junho de 2020 e julho de 2021, enquanto o Bradesco fechou 999 agências no período.

No caso do Bradesco, vale dizer, Octávio Lazari Junior, presidente da instituição, afirmou que 400 agências seriam convertidas em novas unidades de negócios para o banco.

Apesar do fechamento de novas agências, o Santander aumentou consideravelmente o número de funcionários no trimestre. Foram 2.860 novos contratados, totalizando 49.286 empregados. Em relação aos últimos doze meses, o banco viu sua base aumentar em quase 10%, com 4.139 contratações.

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