Nesses tempos isolados e remotos em que vivemos hoje, você tem se sentido mais frustrado, impaciente e ansioso do que nunca? Desanimado? Solitário? Pois saiba que cientistas sociais podem ter achado uma cura milagrosa para isso, algo que prevê apenas alguns minutos e dá para testar agora mesmo: ligue para a sua mãe.

De acordo com uma pesquisa da Universidade Wisconsin – Madison’s Child Emotion Lab, o simples fato de ouvir a voz dela do outro lado do aparelho tem literalmente o efeito de um abraço. Para Leslie Seltzer, líder do estudo, isso se deve à elevação, no cérebro, dos níveis de ocitocina (hormônio que promove sentimentos de amor, união social e bem-estar) e da redução de cortisol (conhecido por “hormônio do estresse”).

Outro interessante levantamento sobre o tema, realizado pela Wilson Electronics, fabricante de amplificadores de sinal para celulares, mediu os padrões de ondas cerebrais alfa e beta de jovens da geração Z. Nada menos que 83% dos entrevistados mostraram maior sensação de calma e paz ao conversarem com suas mães via chamada de voz.

Já um terceiro estudo, este conduzido pela Ooma, empresa norte-americana de telecomunicações, ouviu as próprias mães. Dentre as cerca de 500 pesquisadas, 82% afirmaram preferir se conectar por telefone com os filhos a receber presentes no Dia das Mães. (Entre outras conclusões, também vale destacar que, no geral, elas preferem ganhar chocolates a flores, fica a dica).

A frequência ideal 

Passar a mão no celular e ligar para sua mãe quando quiser, for possível ou sentir saudades, portanto, pode representar uma importante fonte de tranquilidade e satisfação, sobretudo durante o período pandêmico e sem precedentes que atravessamos. Mas qual a regularidade ideal dos telefonemas? Segundo um dos mais importantes portais de estatística da internet, o FiveThirtyEight (538), a frequência preferida das mães seria “algumas vezes por semana”.

O empresário Drauz Leite, dono da importadora de medicamentos Rája Farma, não costuma economizar nas ligações para a dona Dinaide. “Telefono para ela de três a quatro vezes semanalmente. Compartilhamos novidades, pergunto como ela está se sentindo, a atualizo sobre a neta, peço conselhos e opiniões, dou orientações sobre algum problema tecnológico, essas coisas”, conta ele. “Como mãe, ela está sempre interessada e disposta a escutar, é honesta e, quando necessário, não hesita em puxar minha orelha, com a melhor das intenções, é claro. Seja como for, invariavelmente me sinto menos tenso e mais seguro depois de falarmos.”

Conectados e próximos

Como se vê, apesar da popularização dos chats e das plataformas de videochamadas, o telefone continua representando uma ferramenta poderosa de comunicação para aqueles que buscam conexão e proximidade. De acordo com o jornal The New York Times, as chamadas de voz vêm ganhando força nos últimos tempos. Em 2020, a duração, em minutos, das ligações feitas pela Verizon, companhia norte-americana de telecomunicações, por exemplo, cresceu surpreendentes 33% em relação ao ano anterior e o número de telefonemas, 35% (enquanto o aumento do tráfego de internet girou em torno de 20% a 25%). O dia mais ocupado do ano em quantidade de ligações? O Dia das Mães. Guardadas as devidas proporções, a mesma lógica pode ser transportada para o Brasil. Apesar do avanço de 40% a 50% no uso da internet*, no Dia das Mães do ano passado a Oi registrou um significativo incremento de 6% no volume de chamadas de voz em comparação com 2019 (23% e 17%, respectivamente).

Que tal ajudar a engrossar essa estatística em 2021 e, mais do que isso, fazer desse contato materno um hábito saudável e duradouro? Afinal, a vida é curta e mãe só tem uma. Bater um papo gostoso, agradecê-la (por tudo) e dividir alegrias e conquistas nunca é demais. Um “eu te amo”, de coração, idem.

*Dados da Anatel referentes a junho de 2020, durante a quarentena.

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