Por Maria Carolina Marcello e Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) – O senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato à Presidência do Senado, disse à Reuters nesta quinta-feira que é necessário retomar a discussão sobre um auxílio aos mais necessitados diante da crise do coronavírus, mas ponderou que tal medida será tomada em conformidade com o teto de gastos e a partir de conversas e negociações com a equipe econômica.

O senador, que tem o apoio do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do presidente Jair Bolsonaro, admite que o teto pode ser rompido em uma “excepcionalidade absurda”, mas diz que buscará negociar uma “solução matemática” com a equipe econômica para um programa de distribuição de renda ou um “incremento” ao já existente Bolsa Família.

“O que eu tenho dito é que primeiro nós temos de ter responsabilidade fiscal, obediência ao teto de gastos públicos, nós não podemos permitir gastar mais do que temos, essa é uma premissa importante”, disse.

“Agora, existe uma necessidade –em decorrência da pandemia– , de assistir aquelas pessoas mais vulneráveis”, acrescentou.

“Então o que eu digo é que, observado o teto de gastos e a responsabilidade fiscal, nós vamos ter que estabelecer com o Ministério da Economia um diálogo para que possa encontrar soluções para essa assistência social, seja com algum programa social assemelhado ao auxílio emergencial, seja então com o incremento do Bolsa Família de forma a socorrer essas pessoas em estado de necessidade, mas obviamente observado os critérios técnicos em diálogo pleno com o Ministério da Economia.”

Questionado se o teto de gastos seria intocável, afirmou que “o teto de gastos é importante, tem que ser observada a sua rigidez e somente em último caso, numa excepcionalidade absurda, é que se pode corromper o teto de gastos para poder permitir que se socorra pessoas atingidas pela pandemia”.

Pacheco acrescentou ainda que irá trabalhar, se eleito, para que não haja a necessidade de se romper o teto de gastos.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello, Ricardo Brito e Anthony Boadle)

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