Por Melanie Burton

MELBORNE (Reuters) – A Rio Tinto registrou nesta quarta-feira seu melhor resultado anual desde 2011, declarando um pagamento recorde de dividendos, tornando-se a segunda grande produtora de minério de ferro a mostrar para investidores que aproveitou a disparada dos preços da commodity.

A forte demanda por investimentos chineses em infraestrutura levou os preços do minério de ferro, usado na fabricação do aço, para máximas em anos, o que impulsionou os ganhos tanto da Rio quanto da BHP para níveis acima do esperado.

“Nós fizemos muito dinheiro no ano passado”, disse o CEO, Jakob Stausholm, que assumiu o cargo no mês passado.

“Mas também nos desalavancamos muito no ano e baixamos agora para uma dívida líquida abaixo de 1 bilhão de dólares. Então é difícil argumentar que deveríamos segurar dividendos”, disse Stausholm em uma coletiva de imprensa.

O lucro ajustado cresceu para 12,45 bilhões de dólares, de 10,37 bilhões no ano anterior, superando estimativas de analistas, de 12,02 bilhões, segundo dados da Refinitiv.

O foco da China em infraestrutura empurrou as importações de minério de ferro em 2020 para um recorde, ajudando os preços a saltarem mais de 50%, o que deve agora beneficiar as mineradoras, que também devem ser ajudadas por uma esperada retomada da economia global após as vacinas para Covid-19.

O dividendo semestral da Rio, somado a um dividendo especial, somou 6,5 bilhões de dólares, enquanto o dividendo da BHP foi de 5,1 bilhões de dólares. A Fortescue Metals Group divulgará seus proventos na quinta-feira.

A Rio declarou um dividendo final recorde de 3,09 dólares por ação, acima dos 2,31 de 2019, e anunciou um dividendo especial de 93 centavos de dólar por ação.

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