Setores que não são considerados essenciais, caso dos shoppings centers, ainda estão contabilizando o prejuízo que terão com as novas medidas de combate ao coronavírus anunciadas hoje. Para combater a propagação da covid-19, esses segmentos não poderão funcionar no Estado de São Paulo nos fins de semana e feriados. Durante a semana, a restrição vai das 20h às 6h.

As novas medidas entram em vigor na segunda-feira (dia 25) e vão até o dia 7 de fevereiro.

Para a Ablos (Associação Brasileira dos Lojistas Satélites), não é o comércio de rua ou de shopping center que está sendo responsável pelo aumento de novos casos de coronavírus.

“O caos foi instalado de vez no varejo. Ficamos surpresos uma vez que não é o comércio em geral o propagador da doença e sim outras atividades não controladas de forma eficaz pelas autoridades”, afirma Tito Bessa Junior, presidente da Ablos.

Segundo ele, as medidas adotadas no fim de ano também foram ineficientes. “Aumentaram as restrições do comércio no final do ano, mas deixaram praias e festas sem fiscalização, agora punem lugares seguros como shoppings, galerias e outros serviços não essenciais.”

A Ablos elenca uma lista de fatores que prejudicam o setor, como queda nas vendas, explosão do indicador que reajusta aluguéis de lojas e pagamento do 13º aluguel.]

“Conforme dados do IBGE 1,3 milhão de empresas fecharam na pandemia sendo que 46% encerraram de vez as atividades e 99% são pequenas empresasTeremos muito mais fechamentos e mais empregos diretos e indiretos em risco do setor que mais emprega neste país ”, finaliza Bessa.

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