A temporada de balanços nos Estados Unidos continua, e hoje foi a vez dos bancos Morgan Stanley, Bank of America e da corretora Charles Schwab divulgarem seus resultados financeiros do segundo trimestre. Em todas essas instituições financeiras, salvação da lavoura veio justamente dos negócios de corretagem. As receitas vindas dos investimentos dos clientes aumentaram significativamente no trimestre, o que contribuiu para que o lucro viesse acima do esperado.

Pode contar um pouco mais? O Morgan Stanley registrou um lucro trimestral acima das expectativas dos analistas, impulsionado por fortes ganhos na área de renda variável. A unidade de trading do banco registrou um salto de 68% na receita, liderada por um aumento de quase 168% nas negociações de títulos. Já a receita de negociação de ações aumentou 23%.

O Morgan Stanley reservou US$ 239 milhões em provisões para perdas de crédito, abaixo dos US$ 407 milhões no trimestre anterior, o que foi interpretado de forma positiva pelo mercado.

Já o BofA (Bank of America) reportou nesta quinta-feira uma queda de mais de 50% no lucro do segundo trimestre, mesmo reservando apenas cerca da metade que seus rivais separaram em provisões contra uma potencial inadimplência causada pela crise do coronavírus. As provisões do banco incluem uma reserva de US$ 4 bilhões para cobrir as perdas esperadas com empréstimos.

“Os fortes resultados do mercado de capitais forneceram um importante contrapeso aos impactos relacionados ao Covid-19 em nossos negócios de varejo”, disse o presidente-executivo do BofA, chamando o trimestre de “o período mais tumultuado desde a Grande Depressão”. O lucro líquido da unidade de mercados globais do banco teve alta de 81%, para US$1,9 bilhão.

Já a Charles Schwab, maior corretora dos Estados Unidos, registrou um lucro acima do esperado, mas as receitas totais foram menores que as estimadas por analistas. Apesar disso, o número de negociações diárias de títulos de investimentos bateu recorde no trimestre, chegando a 1,6 milhão. O avanço foi de 126% em relação ao mesmo trimestre de 2019. Entre abril e junho a corretora recebeu mais 1,6 milhão de clientes, chegando a 14,1 milhão de contas abertas no total.

(Com Reuters)

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