PEQUIM (Reuters) – O rebanho de porcas matrizes da China recuou pela primeira vez em quase dois anos em julho, com queda de 0,5% em relação ao mês anterior, informou a mídia estatal do país, depois que uma redução nos preços dos suínos fez com que muitos produtores descartassem animais pouco produtivos.

Em termos anuais, porém, o plantel ainda apurou crescimento de 25%, de acordo com o porta-voz da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, Meng Wei.

Os preços dos suínos despencaram nos últimos meses, em meio a uma abundância de oferta devido aos esforços do país, maior produtor de carne suína do mundo, para reconstruir seu rebanho reprodutor de forma rápida após uma devastadora epidemia de peste suína africana entre 2018 e 2019.

Os produtores perderam em média 665 iuanes (102 dólares) por cabeça ao longo de junho, segundo dados do Ministério da Agricultura chinês.

Um executivo do WH Group, maior processadora de carne suína da China, disse a jornalistas na semana passada que a eliminação de porcas matrizes em junho havia sido significativa, podendo impulsionar os preços do suíno vivo até o segundo semestre de 2022.

O abate de porcas de baixa eficiência melhorou a estrutura do rebanho reprodutor do país e todos os animais com alto desempenho foram mantidos, disse a emissora estatal CCTV, citando uma autoridade do Ministério da Agricultura.

(Reportagem de Min Zhang, Shivani Singh e Dominique Patton)

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