Qual a chave preferida pelos brasileiros na hora de fazer o cadastro do Pix? Apesar de o número de celular ser mais prático para fazer transferências, quem lidera o cadastro de chaves é o CPF, com 43,187 milhões de registros até o dia 22.

Caso você não saiba, chave é uma forma simplificada de identificar uma conta para recebimento de crédito via Pix, nome do novo sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. Podem ser usadas como chave os números do CPF, celular, CNPJ, endereço de e-mail ou chave aleatória.

Veja abaixo quantas chaves já foram registradas em cada modalidade:

  • Chaves aleatórias: 32,378 milhões
  • Celular: 27,653 milhões
  • E-mail: 19,386 milhões
  • CNPJ: 2,691 milhões

Por o que o CPF? Especialistas ouvidos pelo 6 Minutos afirmam que a sensação de segurança é o que faz com que o dado seja o preferido na hora do cadastro.

A advogada de meio de pagamento Gisele Assis, do escritório ASBZ Advogados, afirma que existe um sentimento de segurança que faz com que as pessoas optem mais pelo cadastro do CPF como chave do Pix. “As pessoas acreditam que o CPF é um dado mais seguro. Com o celular há o risco de trocar de número, já o CPF não”, afirma Assis.

A professora de finanças da Faap (Faculdade Armando Alvares Penteado) Virgínia Prestes diz que o hábito também pode influenciar na escolha pelo CPF. “É um número que em geral está a mão. Quando você vai fazer uma transferência por TED e DOC, você dá o CPF, por exemplo”, afirma Prestes.

A gerente comercial e de marketing da JD Consultores, Carolina Jardim, afirma que a validação desta chave é ainda mais simples para as instituições bancárias. “Do lado da instituição a validação do CPF é mais simples, pois já faz parte da conta do cliente. O e-mail e celular precisam de validação da posse. Mas todas as chaves podem ser utilizadas igualmente, cada chave em uma instituição”, diz Jardim.

Qual a melhor chave? Para Assis, cadastrar o número do celular como chave traz mais praticidade, pois alguns apps de banco permitem fazer a transferência pelo telefone armazenado na agenda do aparelho. Mas Jardim lembra que todas as chaves são igualmente seguras.

Qual o cuidado na hora de cadastrar uma nova chave? Apesar do sistema ser seguro, é preciso ficar atento a possíveis golpes. Assis explica que o cadastro deve ser feito apenas nos sites e aplicativos oficiais das instituições financeiras.

Fraudadores já criaram links que simulam páginas de bancos com o objetivo de roubar dados das pessoas. A dica é nunca clicar em links recebidos por mensagem ou e-mail pedindo o cadastro das chaves.

O Banco Central afirma que as informações pessoais de todos os usuários são protegidas pelo sigilo bancário e pela Lei Geral de Proteção de Dados. Veja as orientações do BC para não cair em golpes:

  •  Não entre em sites ou instale no celular aplicativos desconhecidos;
  • Faça o cadastro apenas pelo aplicativo ou site oficial da sua instituição financeira;
  • O cadastro da chave exige uma validação em duas etapas. Depois da solicitação da criação da chave, a instituição precisa da confirmação por um código enviado para um e-mail ou SMS para o celular cadastrado, por exemplo;
  • O CPF só pode ser utilizado se estiver vinculado à conta em que o consumidor solicitou a criação da chave Pix;
  • Não há prazo para o cadastramento das chaves. O consumidor pode solicitar o registro a qualquer momento.

Prestes orienta que o consumidor fique atento em qual banco fez o cadastro da chave. Como é possível cadastrar chaves em bancos diferentes, é importante sempre saber onde está o cadastro de cada uma delas.

Como melhorar a popularidade do Pix? O registro das chaves começou em 5 de outubro e as transações foram liberadas para todos no dia 16 de novembro deste ano. Assis afirma que os dados disponíveis até o momento são animadores e que o “tempo e o costume” vão ser essenciais para que mais brasileiros comecem a usar o Pix.

O BC explica que não é necessário cadastrar uma chave para as transações Pix. Quando não há uma chave cadastrada, a transação pode ser feita com base nos dados bancários do consumidor. “Ainda que você possa receber transações apenas informando os dados da sua conta, essa forma não tem a mesma praticidade que o uso da chave possibilita e pode gerar demora na iniciação da transação, diminuindo o benefício do pagador em fazer um Pix”, afirma o BC.

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