O Pix, nome do novo sistema de pagamentos instantâneos, começa a funcionar nesta segunda-feira (dia 16) para clientes de todas as instituições autorizadas a operá-lo. A pergunta que muita gente ainda se faz é para que serve o Pix. Vamos à resposta: serve para transferir dinheiro e fazer pagamentos de uma forma mais simples, rápida e barata.

Para tirar suas dúvidas sobre o funcionamento do Pix, o 6 Minutos elaborou o guia de perguntas e respostas:

O que é preciso para usar o Pix? Para receber dinheiro pelo Pix, você precisa cadastrar suas chaves em uma ou mais instituições. As chaves são formas de identificar sua conta com uma única informação – pode ser o número do telefone, do CPF, do CNPJ, o endereço de e-mail ou uma chave aleatória.

Mas não é obrigatório cadastrar uma chave para fazer ou receber um Pix. Caso o usuário queira usar o sistema de pagamento instantâneo, sem a chave Pix, será preciso digitar todos os dados bancários do destinatário para realizar uma transação.

Como isso simplifica as transferências de dinheiro? Até agora, quando alguém transferia dinheiro para sua conta, você tinha que informar vários dados pessoais, como nome completo, número da conta, da agência e do CPF. Com o Pix, basta informar uma das chaves cadastradas.

Como o Pix agiliza os pagamentos? O sistema já fala que as transações são instantâneas. Isso significa que elas serão concluídas em questão de segundos. Outra vantagem é que o Pix não tem restrição de dia e horário para ser efetuado: ele está disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive nos feriados.

Por que o Pix é mais barato? Não haverá cobrança de tarifas em transações entre pessoas físicas. Os bancos e instituições poderão definir taxas nas transações efetuadas por pessoas jurídicas. Alguns, como Itaú e C6 Bank, já anunciaram que não cobrarão nada nos primeiros três meses – desde que esses clientes cumpram algumas condições.

O que muda a partir desta segunda? Para Carlos Neto, CEO da Matera, a primeira coisa que muda é a forma de fazer transferências. “Ninguém mais vai se preocupar se tem o mesmo banco da conta para quem vai transferir dinheiro. Você transfere pelo número do celular e só descobre depois o banco da pessoa.”

Todo mundo vai usar Pix? Netto diz que ninguém espera que o Pix concorra com o cartão de crédito, que oferece milhas e prazo de pagamento. Mas ele será uma opção vantajosa para quem recebe por boleto e débito. Para quem paga com dinheiro, o Pix é uma forma mais prática de fazer transações. “Mas nada impede que o varejo crie incentivos para estimular o cliente a trocar o cartão pelo Pix ou dê milhas extras a quem preferir esse meio de pagamento.”

Como faço pagamentos com o Pix? Para pagamentos presenciais em lojas, por exemplo, o cliente poderá ler o QR Code do estabelecimento com seu celular. Esse QR Code pode ser o código da plaquinha que fica no balcão ou um que aparece na tela da maquininha de cartão de crédito. Para pagar pessoas, basta pedir a chave dela e digitar esse dado no app do seu banco.

E se eu digitar a chave errada? Esse risco existe. Mas como nas transferências por TED ou DOC, o usuário terá de checar se os dados da conta de destino estão corretos antes de confirmar a operação. “Essa confirmação é importante, porque dará a chance de checar se a transferência está indo para a pessoa certa”, afirma Nayra Bruno, gerente de operações da Rebel.

E nas compras pela internet? O nome já diz: o pagamento é instantâneo. Ao confirmar a compra, o dinheiro sairá da conta do pagador em instantes. Por isso, é preciso ter certeza que quer mesmo efetuar a compra antes de confirmá-la.

Dá para desistir da compra? O consumidor tem sete dias para desistir das compras realizadas fora do estabelecimento, caso das efetuadas em sites e apps. O prazo da devolução do dinheiro terá que ser negociado com a empresa que vendeu o produto ou serviço.

Haverá restrição de valor à noite ou de madrugada? Cada banco ou fintech pode estabelecer seus limites desde que eles não sejam inferiores ao que determina o BC. O Inter, por exemplo, avisou que os limites serão idênticos ao que o banco já pratica hoje nas TEDs: R$ 10 mil (transferências para mesma titularidade) e R$ 5.000 (transferências para terceiros) por dia.

O banco pode barrar operações suspeitas? Pode. As instituições terão um prazo para validar operações suspeitas. Durante o dia, o prazo será de 30 minutos. À noite, esse tempo sobe para 60 minutos. “Cada instituição, mediante análise prévia de transação suspeita, pode realizar tratativa adicional, que aumentaria o tempo de análise e autorização”, afirma Fabiano Amaro, consultor de negócios da Matera.

Que outros cuidados devem ser tomados? Já existem registros de tentativas de fraudes envolvendo o cadastramento de chaves (dados de identificação rápida da conta de depósito). Em casos como esse, a recomendação é para que as pessoas não cadastrem suas chaves em links ou sites recebidos através do WhatsApp, e-mail ou redes sociais. O cadastro deve ser feito apenas no app da instituição.

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