Mais de 40% dos brasileiros se preocupam mais com a situação das finanças domésticas do que com a saúde física e emocional. Isso é o que mostra levantamento realizado pelo Instituto FSB Pesquisa a pedido da seguradora SulAmérica com 2.100 pessoas de todo o país. Para 30%, a maior preocupação é com a saúde física – percentual que cai para 26% quando se trata de saúde emocional.

A geração Z (nascidos de 1995 a 2010) é a mais preocupada com a saúde financeira (49%), seguida pela X (nascidos de meados de 1960 a 1980) e Y (nascidos do começo dos anos 80 ao final dos anos 90), ambas com 45%.

A geração X puxa a fila do endividamento. Neste grupo, 42% das pessoas tomaram empréstimo ou contraíram dívida no ano passado.

A pesquisa mostrou ainda que 60% dos entrevistados cortaram despesas durante o período da pandemia do novo coronavírus. Entre as despesas cortadas estão os gastos com transporte (57%).

Segundo dados da pesquisa, 56% dos entrevistados precisaram adiar os planos de compra de imóvel ou reforma na casa em razão das dificuldades financeiras enfrentadas no período e 46% acreditam que conseguirão retomar o padrão de vida anterior à pandemia até 2021.

No total, 36% contraíram dívidas. Deste contingente, 58% acreditam que serão capazes de pagá-las dentro do prazo.

Poupança

Apenas 21% poupam sempre ou frequentemente e 44% economizam raramente ou nunca, indicam os dados do estudo. Entre aqueles que constroem poupança, 36% o fazem para ter uma reserva de emergência, 7% querem investir, 6% pensam em viajar, 6% buscam pagar contas e 5% planejam comprar imóveis.

Para 31%, o companheiro é a principal fonte de informação antes de tomar decisões relativas à vida financeira. Os pais são ouvidos por 13%, seguidos por filhos (12%), especialistas em finanças (5%) e gerentes de banco (4%).

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).