BRASÍLIA (Reuters) – O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta quinta-feira que a proposta que adota o voto impresso para as urnas eletrônicas pode ser levado para votação diretamente pelo plenário da Casa se a comissão especial que trata do tema ultrapassar as 40 sessões da Câmara sem conseguir aprovar o relatório, ou mesmo se ele for rejeitado.

“As comissões especiais não são terminativas, são opinativas, então sugerem o texto, mas qualquer recurso ao plenário pode ser feito”, disse Lira, segundo a Agência Câmara de Notícias.

A proposta –uma das principais bandeiras do presidente Jair Bolsonaro– deve ir à votação na tarde desta quinta pela comissão.

Apesar do apoio de Bolsonaro e de aliados dele na Câmara, a tendência é que o texto que vinha sendo discutido seja rejeitado pelo colegiado.

Bolsonaro tem elevado o tom dos ataques ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, por se opor à mudança no atual sistema de votação. Ele se tornou alvo de investigação no TSE e no Supremo Tribunal Federal por levantar suspeitas sem provas sobre as urnas eletrônicas e chegou a ameaçar que pode não haver pleito no próximo ano.

Na tentativa de garantir apoio ao projeto, o relator da proposta do voto impresso e aliado de Bolsonaro, deputado Filipe Barros (PSL-PR), apresentou na quarta uma nova versão da matéria.

Entre outras sugestões de modificação, segundo a Agência Câmara, Barros prevê a contagem pública e manual dos votos.

(Redação Brasília)

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