BUENOS AIRES (Reuters) – Agricultores argentinos venderam até o momento 17,3 milhões de toneladas de soja da temporada 2020/21, após o registro de transações de 886.100 toneladas na semana até 5 de maio, afirmou o Ministério da Agricultura do país em relatório nesta quarta-feira.

As informações do ministério mostraram que as vendas estão aquém do ritmo do ano passado. Produtores afirmaram que estão “segurando” a produção como forma de se proteger da desvalorização do peso, moeda local. Nesta época em 2020, 21,4 milhões de toneladas de soja argentina haviam sido vendidas.

Os agricultores argentinos estão atualmente colhendo a soja de 2020/21.

Os altos preços internacionais diminuíram o impacto que as baixas venda poderiam ter causado nas reservas do banco central argentino. Os embarques agrícolas são a principal fonte de dólares obtidos com exportações na Argentina, em momento em que as reservas locais têm sido pressionadas por uma recessão agravada pela pandemia da Covid-19.

A bolsa de grãos de Rosario espera uma safra de 45 milhões de toneladas de soja nesta temporada, frente a 50,7 milhões de toneladas colhidas em 2019/20.

O ministério afirmou que 26,3 milhões de toneladas de milho haviam sido vendidas pelos produtores argentinos até 5 de maio, 3,4 milhões de toneladas a mais do que em igual período do ano passado.

A bolsa espera uma colheita de milho de 50 milhões de toneladas este ano. O país é o terceiro maior exportador de milho do mundo, além de maior fornecedor global de farelo de soja, utilizado como ração para suínos e aves na Europa e no Sudeste Asiático.

O milho argentino começa a ser plantado em setembro, com colheita até julho. A temporada da soja vai de outubro a maio.

(Reportagem de Agustin Geist)

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