A produção industrial, importante indicador da atividade econômica do país, teve o terceiro resultado negativo consecutivo e recuou 0,7% em agosto frente a julho, segundo divulgou hoje o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ainda segundo o instituto, houve queda de 0,7% em relação a agosto de 2020, interrompendo os onze meses de taxas positivas consecutivas nessa comparação.

No ano, a indústria acumula alta de 9,2% e, em doze meses, de 7,2%, intensificando o crescimento de julho (7,0%) e mantendo trajetória ascendente desde agosto de 2020 (-5,7%), de acordo com o IBGE.

Os números negativos foram registrados em três das quatro das grandes categorias econômicas e em 15 dos 26 ramos pesquisados.

O setor de bens de consumo duráveis intensificou a queda de 9,6% observada em julho e teve um recuo de 17,3% frente ao mesmo mês do ano anterior. O resultado foi puxado principalmente pela redução na fabricação de automóveis (-27,8%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (-29,1%). Entre os principais impactos positivos esteve a maior fabricação de motocicletas (23,2%).

A produção de bens intermediários registrou queda de 2,1%, dando fim a treze meses de taxas positivas consecutivas. O resultado de agosto foi explicado, principalmente, por recuos nas atividades de produtos como os alimentícios (-12,2%) e os derivados do petróleo e biocombustíveis (-9,5%). Entre as pressões positivas esteve a metalurgia (20,0%).

O segmento de bens de consumo semi e não-duráveis também caiu em agosto (-0,8%), após também recuar em julho (-1,9%), quando interrompeu quatro meses de taxas positivas consecutivas. Os maiores impactos vieram dos alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-3,4%). Subsetores de carburantes (4,8%) e de não-duráveis (0,7%) foram na contramão e tiveram taxas positivas.

O setor de bens de capital, por sua vez, foi único que avançou em agosto, com alta de 29,9%. As taxas positivas que mais se destacaram foram as de bens de capital para equipamentos de transporte (40%). O único impacto negativo foi no subsetor de bens de capital para energia elétrica (-1,8%).

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