A produção industrial brasileira registrou queda de 2,4% em março na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (5). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 10,5%.

Apesar do resultado negativo em março, a indústria acumula alta de 4,4% no primeiro trimestre de 2021.

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não duráveis caíram 10,2%, na perda mais intensa desde abril de 2020 (-12,6%). Os segmentos de bens de consumo duráveis (-7,8%) e bens de capital (-6,9%) também recuaram em março.

Por outro lado, o setor produtor de bens intermediários (0,2%) apontou a única taxa positiva em março de 2021, após avançar também no mês anterior (0,4%).

Produção de veículos automotores: Entre as atividades, a influência negativa mais importante veio de veículos automotores, reboques e carrocerias, com queda de 8,4%, terceiro resultado negativo consecutivo nessa comparação, acumulando perda de 15,8% no período. Esse comportamento negativo recente interrompeu oito meses de taxas positivas consecutivas, que acumularam expansão de 1.196,9%.

Veja outras contribuições negativas importantes:

  • Confecção de artigos do vestuário e acessórios: -14,1%
  • Couro, artigos para viagem e calçados: -11,2%
  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: -9,4%
  • Móveis: -9,3%
  • Produtos têxteis: -6,4%
  • Produtos de borracha e de material plástico: -4,5%
  • Outros produtos químicos: -4,3%
  • Bebidas: -3,4%
  • Produtos de minerais não metálicos: -2,5%.

Por outro lado, entre as 11 atividades que apontaram crescimento na produção, indústrias extrativas (5,5%), outros equipamentos de transporte (35,0%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,7%) exerceram os principais impactos positivos nesse mês.

A primeira volta a crescer após recuar 5,2% no mês anterior; a segunda mostra dois meses seguidos de expansão na produção, acumulando ganho de 44,2% nesse período; e a última elimina parte da redução de 5,2% registrada entre outubro de 2020 e fevereiro de 2021.

Três das quatro categorias econômicas acumulam altas em 2021

No acumulado do ano (janeiro-março), frente a igual período do ano anterior, a indústria cresceu 4,4%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, 20 dos 26 ramos, 58 dos 79 grupos e 65,3% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, máquinas e equipamentos (21,3%), produtos de minerais não metálicos (17,2%), produtos de metal (16,7%), produtos de borracha e de material plástico (12,6%) e metalurgia (8,0%) exerceram as maiores influências positivas.

Vale destacar também as contribuições positivas assinaladas pelos ramos de outros produtos químicos (6,9%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (4,4%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (13,2%), de produtos têxteis (18,3%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (13,6%), de celulose, papel e produtos de papel (4,5%), de produtos de madeira (14,0%), de móveis (14,7%) e de couro, artigos para viagem e calçados (9,3%).

Por outro lado, entre as seis atividades que apontaram redução na produção, as principais influências foram registradas por produtos alimentícios (-3,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,9%) e indústrias extrativas (-2,1%).

Outras contribuições negativas relevantes vieram de outros equipamentos de transporte (-15,5%) e de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-9,1%).

Entre as categorias econômicas, a maior alta acumulada do ano foi em bens de capital (20,4%). Bens intermediários (4,5%) e de bens de consumo semi e não duráveis (1,2%) também cresceram. O único recuo veio de bens de consumo duráveis (-0,3%).

 

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