Os aplicativos de entrega e transporte de passageiros se tornaram uma importante forma de ocupação para quem perdeu o emprego. Mas para trabalhar nessas funções é preciso ter um veículo ou moto, mesmo que alugados.

Reflexo dessa necessidade, o marketplace do Mercado Livre registrou um aumento de 27% na intenção de compra por carros e camionetes seminovos de entrega no primeiro quadrimestre deste ano na comparação com igual período de 2020.

O interesse é ainda maior por motocicletas 0km de até 200 cilindradas, normalmente usadas em entregas: 151%.

Para o Mercado Livre, esses números também são resultado do avanço do e-commerce e delivery na pandemia. “Após um ano de aceleração digital e mudanças nos hábitos de consumo, os deliverys e as entregas tornaram-se cada vez mais frequentes. E, consequentemente, a busca pelos veículos usados para a realização deste serviço”, afirma o Head de Marketplace Motors do Mercado Livre, Luciano Avila.

Chama a atenção que o interesse por motocicletas elétricas cresceu notavelmente em 2021: a demanda passou de 4% do total das buscas, para 19%. A intenção de compra passou de 4% para quase 21% no período de junho a agosto de 2021 em relação a mesmos meses de 2020.

Esses usuários, que passaram a buscar motos elétricas, eram consumidores das tradicionais motocicletas a gasolina. Ou seja, os modelos que utilizam apenas gasolina estão perdendo espaço. Já as motocicletas a gasolina e a álcool, as conhecidas flex, foram as segundas que mais ganharam visibilidade”, afirma Avila.

Ocupação

O número de pessoas trabalhando com o transporte de mercadorias entregadores passou de 30 mil em 2016 para 278 mil no primeiro trimestre de 2021, um crescimento impressionante de 826%. Os dados fazem parte de estudo inédito do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), apresentado nesta quinta-feira.

O estudo mostrou ainda que a maioria das pessoas usa esse tipo de trabalho como principal ocupação. Só 5% das pessoas ocupadas nas atividades de transporte de passageiros e de mercadorias, por conta própria, o faziam como um trabalho secundário.

A ocupação no transporte de passageiros cresceu com menos intensidade, mas é o que concentra mais pessoas. Passou de 840 mil em 2016 para 1,1 milhão em 2021, valor 37% superior ao do início da série, em 2016.

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