Você recebeu uma conta de luz exorbitante na sua casa? A sua casa ou negócio ficaram fechados e mesmo assim a conta veio altíssima? Esses são apenas alguns dos problemas que os consumidores de São Paulo vêm sofrendo com a Enel, concessionária de energia.

Quais os problemas relatados? As contas de luz de junho e julho vieram com valores muito acima da média cobrada anteriormente dos clientes.

Por que isso ocorreu? Em muitos casos, o problema é reflexo da estratégia adotada pela empresa durante a pandemia. Nos meses de março a maio, a Enel deixou de realizar leitura presencial dos medidores e optou por fazer as cobranças desses meses pela média de consumo dos últimos 12 meses.

A partir de junho, a distribuidora voltou gradativamente a realizar a medição presencial, feita pelos leituristas. Com isso, as contas de luz de junho (para 80% dos clientes) ou de julho (20%) vieram com cobrança que considerou a diferença, a maior ou a menor, entre o valor faturado pela média nos últimos meses e o real consumo de energia no período.

Mas também há casos de erro de leitura mesmo.

O que o Procon já fez? No mês passado, o Procon-SP aplicou uma multa de R$ 10 milhões à distribuidora. E hoje anunciou um acordo com a Enel. Segundo o Procon, o acordo pode resolver as quase 55 mil reclamações registradas até o momento.

O que o acordo prevê?

Beneficiados pelo acordo: todos os consumidores que reclamaram ou vierem a reclamar até o dia 31 de agosto no site (www.procon.sp.gov.br) ou aplicativo Procon-SP.

Prazo de pagamento: parcelamento automático em até 12 vezes de todos os débitos junto à Enel, não apenas dos relacionados às contas de junho e julho de 2020.

Fornecimento de energia: a Enel se compromete a não efetuar o corte de luz dos consumidores enquanto os valores cobrados estiverem em análise.

Atendimento agendado: empresa se comprometeu a realizar atendimentos sobre dúvidas mediante prévio agendamento para todos os consumidores.

“Agora teremos tempo para esclarecer as dúvidas e retificar o que estiver errado. A situação não poderia permanecer como estava. O consumidor precisa ser respeitado em seus direitos”, afirma o secretário de defesa do consumidor, Fernando Capez.

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