A prévia da inflação oficial medida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) teve alta de 1,17% em novembro, a maior variação para o mês desde 2002, quando o índice foi de 2,08%. Em outubro, a alta havia sido de 1,20%.

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) divulgado nesta quinta (25) acumula alta de 9,57% este ano e, em 12 meses, de 10,73%, acima dos 10,34% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

De acordo com o IBGE,  a gasolina teve alta de 6,62% e teve o maior impacto individual no índice do mês (0,40 p.p). O resultado do grupo transportes registrou a maior variação (2,89%) e o maior impacto (0,61 p.p.) entre os grupos pesquisados. No ano, o combustível acumula variação de 44,83% e, em 12 meses, de 48,00%.

Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 1,10% para o período. “Apesar da alta do índice, ele não trouxe nenhuma novidade. Sabemos que a inflação segue persistente. Gasolina e gás de cozinha continuam tirando o sono do brasileiro”, diz André Perfeito, economista-chefe da Necton.

Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, sugere uma alta ainda maior na taxa básica de juros para tentar conter a inflação. “Se o petróleo não cair e o dólar não ceder, teremos uma dificuldade no controle da inflação cada vez maior”, afirma.

A Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne nos próximos dias 7 e 8 dezembro para analisar a taxa básica de juros, que hoje está em 7,75%,

O IBGE destaca ainda que o transporte por aplicativo subiu 16,23%, valor superior à alta de 11,60% registrada em outubro. Por outro lado, houve redução nos preços das passagens aéreas (-6,34%), após altas consecutivas em setembro (28,76%) e em outubro (34,35%).

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em novembro:

  • Transportes: 2,89%
  • Habitação: 1,06%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,80%
  • Vestuário: 1,59%
  • Alimentação e bebidas: 0,40%
  • Educação: 0,01%
  • Artigos de residência: 1,53%
  • Despesas Pessoais: 0,61%
  • Comunicação: 0,32%
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