A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), ficou em 1,14% em setembro, maior patamar para o mês desde 1994, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Os preços da gasolina e da energia elétrica foram os principais responsáveis pelo resultado. O grupo de combustíveis teve alta de 3% em setembro: a gasolina, por exemplo, subiu 2,85% e acumula 39,05% nos últimos 12 meses.

Os outros combustíveis também apresentaram altas: etanol (4,55%), gás veicular (2,04%) e óleo diesel (1,63%). Em relação à energia elétrica, o peso no indicador veio pelo fato de, em setembro, estar em vigor a bandeira tarifária de escassez hídrica, que acrescenta R$ 14,20 a cada 100 kWh gastos.

De janeiro a setembro deste ano, o indicador acumula alta de 7,02% e de 10,05% nos últimos 12 meses.

Alimentação mais cara

O resultado do grupo de alimentação e bebidas foi influenciado principalmente pela alimentação dentro de casa. Os produtos que ficaram mais caros no mês foram as carnes (1,10%), a batata-inglesa (10,41%), o café moído (7,80%), o frango em pedaços (4,70%), as frutas (2,81%) e o leite longa vida (2,01%).

Já o arroz (-1,03%) e a cebola (-7,51%) ficaram mais baratos.

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