O avanço dos preços no atacado teve alívio e o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) desacelerou a alta a 1,18% na primeira prévia de julho, contra 1,36% no mesmo período do mês anterior, apesar da retomada da inflação ao consumidor.

O IGP-M é a “inflação do aluguel” porque é usado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

Os dados divulgados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) nesta sexta-feira (10) mostram que o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que responde por 60% do IGP-M, subiu 1,56% no período, de alta de 2,06% na primeira prévia de junho.

“A descompressão registrada no IPA foi influenciada por produtos industriais (2,33% para 1,62%). Uma das contribuições partiu da gasolina, cujos preços avançaram menos que na prévia de junho, passando a variação de 30,29% para 11,79%, destacou em nota o coordenador da FGV André Braz.

Para o consumidor os preços voltaram a subir, já que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% no índice geral, avançou 0,47% na primeira prévia de julho, depois de cair 0,26% no mês anterior.

O destaque foi a alta de 1,65% do grupo Transportes após recuo de 0,90% no período anterior, sob influência da gasolina, cuja taxa passou de -3,14% para 5,07%.

Já o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) desacelerou a alta a 0,19% na primeira leitura de julho, de 0,27% em junho.

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