O IGP-DI (Índice Geral de Preços — Disponibilidade Interna) teve uma forte aceleração em setembro, fechando o mês com uma variação de 0,50%, segundo divulgou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta terça-feira (dia 8). Em agosto, o índice havia registrado deflação de 0,51%.

O índice acumula alta de 4,39% no ano e de 3% em 12 meses. Em setembro de 2018, o índice havia subido 1,79%.

O que explicou essa alta tão expressiva? Foram os preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI) — que responde por 60% do IGP-DI — avançou 0,69% no mês, após deflação de 0,91% em agosto.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de -0,47% em agosto para 1,32% em setembro. O principal responsável por esse movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para produção, cuja taxa passou de -1,22% em agosto para 6,01% no mês passado.

As matérias-primas brutas passaram a registrar alta de 0,97% em setembro, depois de terem recuado 2,27% no mês anterior.

E os demais componentes do IGP-DI? Para o consumidor, a pressão diminuiu em setembro, uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI), que responde por 30% do IGP-DI, registrou estabilidade no período, ante um avanço de 0,17% em agosto.

Os destaques ficaram para os setores de Habitação, com alta de 0,22%, e Alimentação, com queda de 0,67%.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-DI), por sua vez, subiu 0,46%, pouco acima do 0,42% em agosto.

O IGP-DI é usado como referência para correções de preços e valores contratuais. Também é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.

(Com a Reuters)

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