A inflação dos alimentos manteve em fevereiro a trajetória de desaceleração iniciada em novembro, recuando de 1,53% em janeiro para 0,56%, segundo dados do IPCA-15 divulgados hoje pelo IBGE. Mas isso não significa que está fácil fazer a compra do supermercado. No acumulado dos últimos 12 meses, os alimentos e bebidas acumulam uma alta de 14,77% – sendo 2,09% só neste ano.

Entre os alimentos que mais subiram nos dois primeiros meses do ano estão:

  • Cupim: 7,42%
  • Leite condensado: 5,20%
  • Margarina: 5,46%
  • Queijo: 2,09%

No acumulado dos últimos 12 meses, o que mais pesou na inflação dos alimentos foram os itens mais presentes no dia a dia da refeição dentro de casa

  • Arroz: 71,22%
  • Feijão: 36,53%
  • Cupim: 26,03%
  • Óleo de soja: 90,70%
  • Leite longa vida: 24,93%

Vem alívio? Parece que não. Segundo a Apas (Associação Paulista de Supermercados), itens como carnes e derivados do leite vão continuar subindo. O motivo agora é o aumento do ICMS em São Paulo.

Segundo a Apas, as carnes ficaram 0,2% mais caras em janeiro por conta do aumento do ICMS. Outro reajuste, de 0,8%, deve entrar em vigor a partir de 1º de abril.

No caso do queijo muçarela e queijo prato, houve um aumento de 1,3% em janeiro por conta do ICMS. A partir de abril, o reajuste será ainda maior: 4,7%.

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