Por Leika Kihara

TÓQUIO (Reuters) – O núcleo dos preços ao consumidor no Japão recuou em dezembro no ritmo anual mais forte em uma década, sinal de intensificação das pressões deflacionárias que ampliam as justificativas para que o banco central adote maneiras melhores de combater o impacto da pandemia de Covid-19.

O núcleo do índice nacional de preços ao consumidor, que inclui petróleo mas exclui os custos de alimentos frescos, caiu 1,0% em dezembro sobre o ano anterior, mostraram dados do governo, contra expectativa de queda de 1,1%.

Foi a maior queda anual desde setembro de 2010, quando o Japão enfrentava uma forte deflação e aumento do iene, o que representou um golpe profundo para a economia dependente de exportações.

“O consumo está desacelerando com bastante força e por isso os varejistas não podem elevar os preços. O Japão está com certeza enfrentando pressões deflacionárias”, disse Takumi Tsunoda, economista sênior do Shinkin Central Bank Research Institute.

Novas medidas de estado de emergência podem paralisar os gatos com serviços e levar mais empresas a cortarem os preços. Isso por sua vez pode provocar percepção entre o público de que os preços continuarão caindo.

Os dados fracos de preços podem afetar o debate no banco central do país quando discutir sua estrutura em março, conforme tenta tornar suas ferramentas de política monetária mais “sustentáveis e eficazes”, dizem alguns analistas.

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