O preço do prato feito ficou 43,4% mais caro no ano passado, segundo dados apresentados nesta quinta-feira (11) pela Abras (Associação Brasileira de Supermercados). De março a dezembro, período de pandemia, a alta foi de 30,3%.

O brasileiro pagava, em média, R$ 9,55 pelo PF em janeiro. Em dezembro, passou a desembolsar R$ 12,33 pelo mesmo prato.

Isso aconteceu porque os itens que tradicionalmente compõe o PF ficaram muito mais caros. Veja a variação dos preços em 12 meses, que considera os itens adquiridos no supermercado e produzidos em casa:

  • Arroz: 83,7%
  • Batata: 71,5%
  • Feijão: 35,4%
  • Tomate: 33,1%
  • Carnes – traseiro: 12%, dianteiro: 28,3% e frango: 15,9%

Como fica o setor com auxílio menor? O vice-presidente sênior da Abras, Marcio Milan, afirma que o auxílio teve um impacto importante para o setor, principalmente nos primeiros meses, e que a expectativa é de que até março o governo libere uma nova rodada da ajuda, com menor valor.

Milan diz que o auxílio, somado à retomada da economia, serão importantes para o setor supermercadista. A projeção da Abras é de que haja crescimento de 4,5% em 2021. “Essa projeção leva em consideração todos esses aspectos: ajuda menor do governo e a confiança do empresário no aquecimento da economia”, afirma Milan.

Segundo a Abras, 58% dos lares declararam ter recebido o auxílio em 2020 e 63% do total afirmam ter destinado o dinheiro para compras de alimentos e bebidas.

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