BUENOS AIRES (Reuters) – Os portos agrícolas e unidades de processamento de grãos da Argentina operavam sem maiores dificuldades nesta terça-feira, apesar de uma greve comercial realizada pelos produtores rurais, já que as empresas contam com estoques de grãos, disse a câmara de exportadores e processadores CIARA-CEC.

Três das principais associações rurais da Argentina, grande exportadora global de alimentos, iniciaram na segunda-feira uma greve comercial de 72 horas em protesto contra a suspensão do registro de exportações de milho, anunciada pelo governo argentino no final de dezembro.

Apesar de, na véspera, a Argentina ter modificado a suspensão por um limite diário de 30 mil toneladas no registro de vendas de milho ao exterior, os produtores rurais decidiram seguir com o protesto, dado que pedem que o Estado não intervenha na comercialização do cereal.

“O impacto para a atividade portuária é pouco ou nenhum”, disse à Reuters o porta-voz da CIARA-CEC, Andrés Alcaraz, explicando que os terminais portuários e unidades de processamento possuem reservas suficientes de grãos para seguir operando mesmo com a interrupção da comercialização agrícola.

A CIARA-CEC tem como membros empresas agroexportadoras internacionais, como Cargill, Bunge e Louis Dreyfus.

Embora muitos produtores não realizarão vendas de produtos até quarta-feira, o protesto não inclui a interrupção das entregas de grãos já negociados.

Segundo a empresa de logística local Agroentregas, nesta terça-feira 1.534 caminhões ingressaram com grãos em portos da zona de Rosario e do norte da província de Buenos Aires. Em mesmo momento do ano passado, o número foi de 4.245 veículos.

A Argentina é a maior exportadora de óleo e farelo de soja do mundo, a terceira maior de milho e importante fornecedora global de trigo.

(Reportagem de Maximilian Heath)

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