SÃO PAULO (Reuters) – O plantio de milho segunda safra 2020/21 alcançou 1% das áreas no Paraná até o dia 25 de janeiro, abaixo dos 2% registrados em 20 de janeiro do ano passado, mostraram dados do Departamento de Economia Rural (Deral) nesta terça-feira, enquanto a semeadura da soja “safrinha” chega a 61%.

O atraso no cereal já era esperado devido ao plantio tardio da soja no início da temporada, mas foi intensificado pelas chuvas no Estado, que dificultam o acesso às lavouras.

A oleaginosa da primeira safra teve uma ligeira queda na qualidade, com 82% das áreas classificadas pelo Deral como boas, ante 83% na semana anterior. Outros 14% das lavouras estão em condições médias. Ainda não há registros de colheita de soja, segundo o Deral.

O departamento também reportou o plantio de 61% das áreas de soja segunda safra, que foi proibido em anos anteriores por questões sanitárias e retomou a permissão em 2019/20, disse o economista do Deral, Marcelo Garrido.

“As condições para o plantio de soja safrinha estão boas, mas ainda dependem do avanço da colheita de milho 1ª safra. (A semeadura da oleaginosa) vai ser na sequência (do milho)”, afirmou à Reuters.

Os primeiros registros de colheita de milho verão 2020/21 foram identificados nesta semana, em 1% das áreas, patamar semelhante ao verificado no mesmo período do ano anterior.

A diferença entre as duas temporadas é que 79% das áreas de milho verão desta safra são classificadas como boas, versus 91% no ciclo passado.

Segundo Garrido, as novas estimativas de produção para a safra de grãos do Paraná serão divulgada nesta quinta-feira, incluindo as projeções para a soja segunda safra.

Dados do Deral indicam que 39,5 mil hectares foram plantados com soja na safrinha de 2019/20, com produção de 89,5 mil toneladas.

A produtividade da oleaginosa de segunda safra, de 2.267 kg por hectare, foi inferior à verificada no cultivo de verão, de 3.794 kg por hectare.

(Por Nayara Figueiredo)

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