O Pix já é considerado melhor do que o DOC e a TED por 83% dos brasileiros, segundo pesquisa C6 Bank/Ipec divulgada nesta terça-feira (dia 11). Lançado em novembro do ano passado, o novo sistema do Banco Central permite transferências instantâneas 24 horas por dia, sete dias por semana, sem custo para operações entre pessoas físicas.

No varejo, entretanto, o Pix ainda está engatinhando. Dados do Banco Central mostram que as transferências instantâneas de consumidores para empresas por meio do Pix representam apenas 12% do total de transações.

As pessoas querem usar o Pix no varejo? Sim. A pesquisa C6 Bank/Ipec aponta que 67% dos brasileiros querem usar o Pix no varejo. Essa disposição é maior entre os mais jovens: nesse grupo, o número de pessoas que quer usar o Pix é quase seis vezes maior que o que não quer adotar.

A resistência à novidade aumenta conforme a idade. Na população com mais de 55 anos, por exemplo, essa relação é de dois para um – ou seja, para cada duas pessoas, uma não quer pagar contas com Pix no varejo.

Existe diferença nessa intenção por região? Sim. Por região, o índice de aceitação é maior nas regiões Norte/Centro Oeste e nas cidades com até 500 mil habitantes.

A adesão deve crescer? Uma consulta pública aberta pelo BC pode ajudar a aumentar o uso do Pix no varejo. A autoridade monetária quer lançar, provavelmente em agosto, duas novas modalidades de transferências, o Pix Saque e o Pix Troco, que permitirão às pessoas físicas usar o novo sistema para sacar recursos em espécie no comércio.

Para Carlos Netto, CEO da Matera, que desenvolve tecnologia para o mercado financeiro, fintechs e gestão de risco, a adesão já vem acontecendo com maior intensidade no e-commerce. “No e-commerce, o carro já está andando. No varejo físico, vai engatar a segunda marcha agora”, afirma ele.

Segundo ele, o Pix é muito mais vantajoso para o e-commerce do que para a loja física, onde compete com o cartão de débito. “Para o e-commerce, é só vantagem: é mais barato, não tem a fraude que tem no cartão, amplia a base de compradores, já que pessoas sem conta em banco conseguem pagar com Pix.”

A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 28 de abril deste ano, com 2.000 brasileiros das classes A, B e C com acesso à internet. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

O 6 Minutos faz parte da holding que controla o C6 Bank.

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