O Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro sofreu queda de -0,1% no segundo trimestre de 2021, ocupando o 28º lugar no ranking mundial da Austing Rating. A lista traz os resultados das maiores economias do mundo e é baseada em levantamentos de várias instituições, que incluem FMI, Bancos Centrais, IBGE e OCDE.

Para Alex Agostini, economista-chefe da Austing, os resultados mostram que Brasil ainda não consegue se destacar no cenário global. “Por mais que esse ano a projeção de crescimento esteja acima dos 5%, quando a gente compara com os pares — países emergentes e BRICS — eles estão crescendo em média quase 7%. A gente percebe que o Brasil sempre fica em uma posição mais intermediária e tem dificuldade de implementar políticas que possam alavancar o seu crescimento”, ele explica.

Um destaque do ranking são os países da Ásia, que costumam estar na liderança, mas que desta vez, ficaram na lanterna. De acordo com o economista, o resultado foi reflexo de uma segunda onda da pandemia de coronavírus que afetou o continente no início de 2021, carregando seus efeitos para o segundo trimestre.

Países da Europa, por sua vez, passaram pela segunda onda no final do ano e já conseguiram crescer bastante no segundo trimestre. Seguindo a mesma lógica, Agostini espera que os resultados do Brasil entre julho e setembro deste ano surpreendam positivamente.

Ele lembra, porém, que a estimativa de crescimento do país para 2021 não é tão animadora. A Austin projeta um PIB de 5,4% ao final deste ano, enquanto a projeção do Boletim Focus desta semana ficou em 5,2%.

“Esse crescimento está apoiado em uma base muito fraca, que foi a queda do PIB no ano passado. Se o governo brasileiro não tivesse feito nada, o crescimento natural da economia seria de 3,7%. Desconsiderando essa parcela, o Brasil teria crescido apenas 1,7% neste ano. É pouco demais para quem precisa reduzir o número de desempregados”, aponta Agostini.

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