Os contratos futuros de petróleo fecharam a sessão desta terça-feira (17) em queda forte, devolvendo parte dos ganhos da véspera, em meio a especulações, posteriormente confirmadas, de restauração da oferta da Arábia Saudita.

Unidade de produção de petróleo da Saudi Aramco no campo de Shaybah, na Arábia Saudita
Crédito: Ahmed Jadallah/Reuters

Em Londres, na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do petróleo Brent para novembro fechou em queda de US$ 4,47 (-6,48%), a US$ 64,55. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para outubro cedeu US$ 3,56 (-5,66%), a US$ 59,34 por barril.

O que aconteceu? O petróleo já havia aberto a sessão asiática com viés de queda – primeiramente, na casa de 1% – à medida que o mercado começou a devolver a alta superior a 15% da segunda-feira (16). A onda de vendas veio principalmente dos especuladores, que entraram fortemente no mercado do óleo ontem.

Além disso, os rumores de que a Saudi Aramco iria restaurar a produção afetada pelo ataque contra uma das unidades de produção da gigante saudita do petróleo foram crescendo ao longo da sessão.

Perto do encerramento, o ministro de Energia do país, Abdulaziz bin Salman, confirmou que a oferta de petróleo pelo país está se restaurando depois do ataque às instalações da Saudi Aramco. Ele reforçou ainda que o país vai manter a oferta total de petróleo aos clientes neste mês. “Voltaremos a 11 milhões de barris por dia de produção de petróleo até o fim do mês”, garantiu.

Qual é a avaliação dos especialistas sobre a queda? “Com capacidade restaurada até o final de setembro, haverá uma interrupção mínima no fornecimento global”, escreveu em nota a economista-chefe de commodities da Capital Economics, Caroline Bain. “Dito isso, ainda restam algumas questões importantes a serem respondidas sobre os ataques, o que pode significar que teremos que considerar um prêmio de risco permanentemente mais alto em nossas previsões de preços”, afirmou.

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