Por Nayara Figueiredo

SÃO PAULO (Reuters) – Com um plantio acelerado e beneficiado por bons volumes de chuvas, o Brasil caminha para colher um recorde de 143,94 milhões de toneladas de soja na safra 2021/22, e parte destes volumes já deve estar disponível ao mercado em janeiro do ano que vem, mais cedo do que na temporada anterior que foi marcada por adversidades climáticas, conforme pesquisa realizada pela Reuters.

A projeção com base em informações de 11 analistas ficou praticamente estável em relação ao levantamento da Reuters divulgado em setembro, que apontava para 143,75 milhões de toneladas.

Se confirmado, o volume ainda representará uma alta de 4,82% ante as 137,32 milhões de toneladas da estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para o ciclo de 2020/21.

A área plantada no maior produtor e exportador global da oleaginosa também pode alcançar uma máxima histórica, estimada em 40,34 milhões de hectares e 3,65% acima do ano anterior (veja tabela abaixo).

Segundo a analista da consultoria AgRural Daniele Siqueira, as lavouras de soja vão muito bem, de um modo geral.

“Há casos pontuais de replantio em pontos do Centro-Oeste, onde as chuvas têm sido mais irregulares, e no extremo oeste do Paraná devido a granizo. No oeste e no norte do Paraná, também há queixas de falha de germinação por excesso de chuva”, disse ela.

“Mas, em todos os casos, são problemas pontuais, localizados. Nada que afete a safra do Brasil como um todo até aqui”, ressaltou.

Neste cenário, ela acredita que haverá mais soja em janeiro de 2022, a não ser que chova em excesso em Mato Grosso durante o início da colheita.

(Por Nayara Figueiredo; edição de Roberto Samora)

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