O planejamento da Black Friday do Mercado Livre começa muito antes de novembro. Para dar conta do aumento das vendas, o marketplace inaugurou quatro novos centros de distribuição ao longo do ano, além de contratar 2.000 funcionários extras em outubro.

“No ano passado, nossas vendas de Black Friday cresceram 134% em relação a 2019. As operações logísticas precisam se preparar para esse volume que é muito pontual”, conta Luiz Augusto Vergueiro, diretor de operações do Mercado Livre.

O 6 Minutos visitou o centro de distribuição do Mercado Livre de Cajamar (SP), inaugurado em julho, com 100 mil m² e capacidade para chegar a 180 mil m². Além desse, a empresa inaugurou mais quatro CDs neste ano, o último deles em Franco da Rocha (SP), com 800 mil m².

Segundo Vergueiro, a principal mudança que acontece para a Black Friday é a ampliação da capacidade operacional da companhia. “Esse aumento está muito ligado à inauguração de novos centros de distribuição e contratação de mais gente. Começamos a contratar um mês antes da Black Friday para conseguir atender toda a demanda da Black Friday.”

Só no centro de distribuição de Cajamar são 1.500 funcionários, sendo 40% deles contratados para a operação de Black Friday. “Mas boa parte desse pessoal acabará ficando mesmo depois da Black Friday por conta do aumento de vendas que estamos registrados”, afirma Vergueiro.

Ao todo, o Mercado Livre tem oito centros de distribuição espalhados pelo país, que somam 1,2 milhão m². A estratégia de ter tantos CDs é aproximar o produto da casa do cliente, reduzindo o tempo de entrega e o valor do frete.

Novas categorias de produtos

Outra aposta do Mercado Livre para vender mais na Black Friday foi diversificar as categorias de produtos vendidas no marketplace. Entre as novidades estão os produtos de supermercado e os de linha branca do estoque próprio do Mercado Livre. Por isso, a empresa inaugurou o CD de Franco da Rocha para armazenar produtos de tamanho maior, como geladeira, fogão, fornos, máquinas de lavar e TVs acima de 50 polegadas.

“Fizemos esse movimento de vender produtos do estoque próprio para ter mais diversidade de oferta, mais oportunidade de negócio, mais promoções”, conta Vergueiro. “São produtos que a gente compra diretamente da Brastemp, da Electrolux e traz pro nosso estoque.”

Segundo ele, a logística de entrega de produtos maiores é totalmente diferente daquela que o Mercado Livre estava acostumado a operar. “Nos pacotes menores, o entregador deixa o produto na porta do cliente. Com a geladeira, ele entra na casa do cliente. Vamos fazer bastante promoção nessa categoria para o consumidor conhecer nosso estoque próprio.”

Ao trazer esses produtos para seu estoque, o Mercado Livre quer oferecer a possibilidade de entrega mais rápida que a concorrência. “Queremos ampliar a diversidade de produtos que têm uma logística mais complexa e entregar o nosso padrão de qualidade de pacote, além de chegar rápido na casa do consumidor.”

Vergueiro diz que a Black Friday é um momento de experimentação do consumidor. “Essa experimentação impulsionou o e-commerce, fez com que crescesse. O consumidor percebeu a comodidade de comprar de casa.”

 

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