O custo de vida impacta diretamente na percepção que o brasileiro tem da economia. Pesquisa doSPC Brasil identificou que 71% dos brasileiros que avaliam o quadro macroeconômico como ‘ruim’ atribuem essa percepção à alta dos preços. 

Mas não é só a alta de preços que azeda essa percepção. Outros motivos são 0 desemprego (62%) e  juros elevados (33%).

Para 55% dos brasileiros, o pagamento das despesas do dia a dia é que mais pesa na capacidade de pagamento.

Que tipo de preço e cenário mais incomodam a população? Para esses consumidores, as despesas que mais subiram nos últimos meses foram os produtos de supermercados (90%), conta de luz (88%), combustíveis (86%) e medicamentos (77%).

Mais controle sobre o bolso: Ainda que 62% dos brasileiros achem que o atual momento econômico do Brasil esteja ruim, há um otimismo sobre a possibilidade de se organizar financeiramente. A economista do SPC, Marcela Kawauti explica: por mais que a situação econômica do país impacte a vida financeira do consumidor no seu dia a dia, ele sabe que assumir um controle efetivo sobre seu bolso e fazer adaptações podem ajudá-lo no enfrentamento de um ambiente adverso e se desgarrar da crise”.

Que outros dados a pesquisa traz?

  • 26% dos brasileiros estão otimistas com a situação do país no futuro e outros 26% estão pessimistas
  • Entre os otimistas, 38% acreditam que haverá mais estabilidade política.
  • E 28% concordam com as decisões econômicas adotadas pelo governo.
  • Os 62% que avaliam a economia como ruim ainda são maioria, mas já representam redução de 10 pontos percentuais na comparação com o mesmo mês de 2018.
  • O Indicador de Confiança do Consumidor marcou 47 pontos em dezembro. Há um ano, esse número era 45,8.

Qual o tamanho da pesquisa? O SPC entrevistou 800 consumidores em todo o país. Eles foram perguntados sobre economia atual e perspectiva futuro, e avaliação da própria vida financeira no momento atual e também nos próximos seis meses.  O cenário é de confiança quando o índice medido pelo SPC aponta mais de 50 pontos. Ou seja, o consumidor brasileiro ainda está desconfiando da economia, mas não tanto como estava em dezembro.

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