A pandemia acelerou a inclusão de idosos no e-commerce, grupo cada vez mais presente na internet. A pesquisa Pace Pulse Brasil indica que esse movimento de migração das lojas físicas para o comércio online continue no pós-pandemia.

Metade dos baby boomers (de 55 a 73 anos) já faz mais compras online do que em lojas físicas, 48% preferem o delivery ou encomendar a refeição para retirada no local e 44% optam pela entrega das compras de mercado em casa ao invés de ir até o estabelecimento.

Qual a participação dos idosos no e-commerce? Dados da Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) mostram que público com 61 anos ou mais representou 6% do faturamento total do e-commerce em 2020, que foi de R$ 7,7 bilhões. Em 2019, o faturamento total dessa faixa etária foi de R$ 4,6 bilhões.

“À medida que essas pessoas passam a viver situações diferentes, que antes se recusavam ou até desconheciam, o varejo acaba ganhando alguma vantagem”, afirma o presidente do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo), Claudio Felisoni de Angelo.

Antes considerados invisíveis pelo e-commerce, o aumento da presença de idosos em ambientes virtuais faz com que as marcas foquem na criação de estratégias para atender bem este público – seja com  ações voltadas a este público ou oferecendo produtos e serviços que atendam às suas necessidades. A grande vantagem para o varejo é atrair mais clientes.

A inclusão digital é novidade? Não, mas a pandemia acelerou o processo. A sócia-fundadora da Hype60+ Lays Vallias diz que a tendência de digitalização é uma das grandes revoluções para os mais velhos e que a pandemia acelerou esse processo.

“O que foi mais marcante da pandemia é que o e-commerce, que já estava num crescente foi acelerado. Muita gente que tinha aquele medo de colocar o número do cartão, o código, não teve outro jeito. E descobriu um novo mundo que traz um tanto de benefícios”, afirma Vallias.

O novo cenário trouxe um caráter pedagógico para os idosos em relação à tecnologia. “Diversos obstáculos tiveram que ser superados. Pessoas mais velhas têm resistência maior a adotar novos padrões de modo geral”, diz Angelo.

Pesquisa da Kanta Ibope Media mostra que 62% dos maiores de 55 anos conectados à internet disseram que a covid-19 contribuiu para a adoção de tecnologias no cotidiano.

Onde os idosos acessam à internet? O celular é o dispositivo preferido, seguido por notebook ou computador e, por último, tablets, segundo pesquisa da Kantar Ibope Media.

Dentre os adultos com mais de 55 anos que acessam a internet, 85% dizem ter entrado em sites para obter informações sobre um produto e 75% que efetivamente fizeram alguma compra online.

Quais os produtos mais comprados? Produtos de limpeza, alimentos, remédios, contratos de telefone móvel e de serviços de internet.

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