O ouro avançou nesta terça-feira (12) apoiado pela queda nos juros de mais longo prazo dos Treasuries, que concorrem com o metal precioso como ativo de segurança de investidores. O mercado também acompanhou atento à divulgação do Relatório sobre Perspectiva Global do FMI (Fundo Monetário Internacional), que apontou para perda de impulso na recuperação global.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para dezembro subiu 0,21%, a US$ 1.759,30 por onça-troy.

De acordo com o Commerzbank, a movimentação da commodity metálica hoje também foi devido a uma recuperação após seguidas sessões de baixas. O banco alemão, no entanto, prevê que o ouro não sustentará alta nos próximos dias. “Para que o preço do ouro se recupere de forma duradoura, acreditamos que sejam necessárias compras significativas por parte dos investidores financeiros – mas não há sinais de que isso aconteça agora”, relata a instituição.

Outro tema monitorado pelo mercado, o FMI revisou para baixo a sua previsão de crescimento da economia global em 2021 e 2022. Segundo a economista-chefe da entidade, Gita Gopinath, a recuperação ainda ocorre, mas perdeu impulso.

“Quaisquer dados que indiquem desaceleração econômica geralmente são bons para o ouro, pois implicam em mais políticas de estímulo dos bancos centrais”, destaca o editor do Gold Newsletter, Brien Lundin, em relatório. “Dito isso, a maior parte do rebaixamento do FMI foi devido aos países em desenvolvimento de baixa renda, que geralmente não são fontes de grande demanda por ouro”, ressaltou.

Agora, os mercados ficaram atentos aos números da inflação ao consumidor dos Estados Unidos em setembro e à ata do Federal Reserve (Fed), que saem amanhã. Vice-presidente do BC americano, Richard Clarida reforçou a expectativa de que o Fed deve reduzir suas compras de bônus a partir do mês que vem.

* Com informações de Dow Jones Newswires

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