O contrato futuro de ouro mais líquido interrompeu uma sequência de três sessões em queda e fechou em alta nesta quarta-feira, 23, beneficiado pelo enfraquecimento do dólar, que torna commodities mais baratas e, portanto, mais atraentes. Investidores monitoraram o andamento do pacote fiscal nos Estados Unidos, que o presidente americano, Donald Trump, ameaçou não sancionar.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para fevereiro encerrou com ganho de 0,42%, a US$ 1.878,10 a onça-troy.

Ontem à noite, Trump surpreendeu até correligionários ao informar que pode não assinar a legislação de alívio econômico aprovada na segunda-feira pelo Congresso, caso o texto não seja alterado para aumentar o valor do pagamento direto para americanos de US$ 600 para US$ 2 mil. Hoje, a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, respondeu que essa sempre tinha sido a proposta dos democratas, mas que os republicanos a bloquearam.

Inicialmente, o ouro caiu logo após a declaração do líder da Casa Branca, mas se recuperou à medida que o dólar perdeu força. A divisa americana foi pressionada pelo fortalecimento de euro e libra, diante das perspectivas de que Reino Unido e União Europeia fechem acordo comercial para o período subsequente ao Brexit, a saída do país insular do bloco europeu.

“O ouro pode ter um resto do ano agitado, mas se os republicanos capitularem e valor do pacote de estímulos aumentar, o metal precioso pode ultrapassar o nível de US$ 1,9 mil a onça-troy”, projeta o analista Edward Moya, da Oanda.

O Canadá impediu a estatal chinesa Shandong Gold Mining de comprar uma mina de ouro no Ártico canadense, enquanto o primeiro-ministro Justin Trudeau enfrenta uma pressão crescente para conter a influência crescente de Pequim no país e na região polar.

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