Por Pavel Polityuk

KIEV (Reuters) – Operadores do mercado de grãos da Ucrânia disseram nesta terça-feira que não veem motivos para restrições às exportações de milho do país na temporada 2020/21, uma medida solicitada por produtores de ração animal e carnes para evitar o aumento nos preços dos alimentos.

O Ministério da Economia ucraniano e sindicatos agrícolas vão definir em 25 de janeiro se os embarques de milho no ano comercial de 2020/21 serão limitados a 22 milhões de toneladas.

Na semana passada, associações domésticas de produtores de animais pediram que o governo limite as exportações de milho no nível mencionado, visando evitar a escassez de ração animal.

“A proposta foi feita, mas ainda não está claro se será aceita… Isso não é uma restrição, mas um acordo setorial”, disse à Reuters o vice-ministro da Economia do país, Taras Vysotskiy.

Mas um operador estrangeiro, falando em condição de anonimato, citou temores de que as restrições aos embarques possam criar “mais turbulência no mercado, exacerbado por decisões da Rússia sobre tarifas de exportação.”

A Rússia, uma das maiores exportadoras de trigo do mundo, planeja impor uma taxa mais alta sobre os embarques do cereal a partir de 1º de março, com o objetivo de conter o aumento nos preços domésticos dos alimentos, desencadeado pela crise da Covid-19.

“Hoje ainda há mais de 21 milhões de toneladas de milho da nova safra no país (Ucrânia), e é inconveniente falar em qualquer tipo de déficit, assim como também é inconveniente determinar um volume máximo de exportações”, disse o sindicato de traders UGA.

A entidade destacou ainda que a Ucrânia já ultrapassou seu pico de exportações de milho, e que o ritmo dos embarques deve desacelerar.

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