Por Alex Lawler e Rania El Gamal e Vladimir Soldatkin

LONDRES/DUBAI/MOSCOU(Reuters) – A Opep+ concordou nesta quinta-feira em diminuir gradualmente seus cortes na produção de petróleo a partir de maio, depois que o novo governo dos EUA pediu à Arábia Saudita para que mantenha preços da energia em níveis acessíveis, espelhando prática de Donald Trump.

O grupo, que vem implementando cortes profundos desde a queda dos preços do petróleo em 2020, concordou em reduzir os cortes de produção em 350 mil barris por dia (bpd) em maio, outros 350 mil bpd em junho e mais 400 mil bpd em julho.

O ministro do petróleo do Irã, Bijan Zanganeh, confirmou os números acordados durante as negociações, dizendo que o grupo deverá aumentar a produção em um total de 1,1 milhão de bpd até julho.

O ministro da Energia da Arábia Saudita, Príncipe Abdulaziz Bin Salman, disse em entrevista coletiva após as negociações que a decisão de quinta-feira não foi influenciada por nenhuma conversa com autoridades norte-americanas.

Não ficou imediatamente claro se a Arábia Saudita abrandaria seus próprios cortes voluntários de 1 milhão de bpd, que vem implementando além das reduções sob o acordo Opep+. Uma fonte disse que Riyadh continua revisando sua posição.

Segundo o acordo desta quinta-feira, os cortes de petróleo implementados pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo, Rússia e seus aliados, um grupo conhecido como Opep+, ficariam um pouco acima de 6,5 milhões de bpd a partir de maio, em comparação com as restrições existentes ligeiramente abaixo de 7 milhões de bpd em abril.

O petróleo Brent, que caiu com a notícia do negócio, ainda era negociado acima de 63 dólares o barril, ainda mais de 20% acima do início do ano e não muito longe da máxima deste ano, em torno de 71 dólares.

(Por Alex Lawler e Ahmad Ghaddar em Londres, Rania El Gamal em Dubai, Olesya Astakhova e Vladimir Soldatkin em Moscou)

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