O plantel de suínos da China cresceu 24% nos 12 meses até maio, com recuperação quase total do recente surto de peste suína africana, segundo o Ministério de Agricultura do país.

O tamanho dos plantéis está próximo do normal para esta época do ano, disse Xin Guochang, funcionário do departamento de pecuária do ministério, em entrevista ao canal de TV estatal. Cerca de 3,5 milhões de porcas reprodutoras de baixa produtividade foram abatidas nos primeiros cinco meses do ano, disse, o que deve elevar a fertilidade.

A peste suína africana devastou os suínos na China em 2018, e a doença voltou a aparecer no início deste ano. Os preços domésticos da carne suína caíram quase pela metade no acumulado de 2021, para 22,45 yuans (US$ 3,47) o quilo, em meio à fraca demanda e recomposição dos plantéis, o que manteve as importações baixas e levou a uma onda vendedora das ações de produtores como Muyuan Foods e New Hope Liuhe.

A venda em massa de suínos levou a um “efeito debandada” no maior mercado de carne de porco do mundo, pressionando ainda mais os preços, disse Xin. Cerca de 10% dos produtores de suínos chineses tiveram prejuízo em maio, enquanto outros ainda conseguem lucrar, desde que os preços fiquem acima de 12 yuans o quilo, afirmou. O número de porcas de baixa produtividade para abate em vez de reprodução caiu para 12% do plantel total de porcas em relação a 22% no final do ano passado, disse Xin.

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