O número de nascimentos nos Estados Unidos caiu 8% em dezembro do ano passado, nove meses depois do anúncio de emergência nacional por causa da pandemia.

Considerando o período todo, o número de nascimentos caiu 4%, para cerca de 3,6 milhões, a maior queda desde 1973, segundo um boletim do Centro de Controle e Prevenção de Doenças.

“Em 2019, cinco estados tinham mais mortes do que nascimentos, o maior número para o país na época. No ano passado, 25 estados estavam nesta situação, que se estende para o começo de 2021”, afirma Kenneth Johnson, demógrafo da Carsey School of Public Policy e professor de sociologia na Universidade de New Hampshire.

Desde a Grande Depressão, o número de nascimentos começaram a cair no país, a medida que os americanos começaram a casar mais tarde e ter filhos mais tarde. A situação se acentuou com a pandemia, já que as pessoas começaram a ter medo de ir até hospitais e não teriam o apoio familiar, por causa das medidas de isolamento.

Além disso, o custo para cuidar de crianças é alto, complicando os orçamentos já apertados principalmente daqueles que estão desempregados.

A Califórnia foi o estado que liderou o ranking, com queda de 19% nos nascimentos. Na segunda metade do ano, Novo México, Nova York Havaí e West Virginia também registraram grandes quedas, entre 8% e 11%.

Analisando a etnia das famílias, a queda foi de 19% para mulheres asiáticas e 8% e 9% para negras e hispânicas, respectivamente. A queda menos expressiva foi registrada para mulheres brancas, com 6%.

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