A pandemia mudou os hábitos de compra da população brasileira. Que as vendas pela internet explodiram todo mundo já sabe. O que a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) contou hoje é como essas compras foram pagas: remotamente e por aproximação.

Como foi isso, pode explicar melhor? As transações com cartões caíram no 2º trimestre do ano, porque as pessoas reduziram o consumo e ficaram mais em casa. Mas se contabilizar apenas as operações com cartões a distância e por aproximação, houve um forte crescimento:

  • Pagamento remoto: R$ 86,7 bilhões, alta de 14%
  • Pagamento por aproximação: R$ 4,3 bilhões, crescimento de 256% em relação a igual período de 2019

Qual foi o desempenho do setor no segundo trimestre? As operações com cartões somaram R$ 400,7 bilhões no segundo trimestre, queda de 7,7% em relação a igual período de 2019. Mas essa queda não se deu por igual:

  • Cartão de crédito: R$ 242,7 bilhões, queda de 11,9%
  • Cartão de débito: R$ 150,4 bilhões, queda de 2,3%
  • Cartão pré-pago: R$ 7,6 bilhões, aumento de 59,6%

Por que o cartão pré-pago cresceu tanto? Ricardo Vieira, diretor-executivo da Abecs, lembra que a base de penetração do pré-pago ainda é muito pequena, ou seja, qualquer o avanço acaba tendo grandes proporções.

Qual a perspectiva de crescimento para o ano? A Abecs continua projetando que a indústria de cartões fechará o ano com um crescimento de 3% em relação a 2019. Essa projeção se baseia no fato de que setores que foram muito impactados pela economia começaram a se recuperar, caso do comércio e turismo.

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