O Nordeste foi a região do País mais afetada em rendimento do trabalho pela segunda onda da pandemia, mostra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para chegar a essa conclusão, o técnico do Ipea Sandro Sacchet de Carvalho, que assina a pesquisa divulgada nesta sexta-feira, compara o rendimento efetivamente recebido pelos trabalhadores – ou seja, a renda do trabalho do mês com todos os demais benefícios trabalhistas, como férias e bonificações.

Na região Nordeste, o rendimento efetivo do trabalho recuou 7,05% no primeiro trimestre deste ano, frente ao mesmo período do ano passado.

No segundo trimestre, essa renda registrou uma nova queda, desta vez de 2,56%. Essas quedas resultam na maior perda de rendimento entre as cinco grandes regiões do País.

O Centro-Oeste e o Sul, por exemplo, tiveram recuperação da renda efetiva no segundo trimestre, frente ao mesmo período de 2020, de 3,72% e 3,96%, respectivamente.

O Sudeste também registrou aumento da renda efetiva, de 1,35% por essa base de comparação.

Já a região Norte registrou forte queda de 4,2% no segundo trimestre, mas havia recuado menos que o Nordeste no primeiro trimestre (3,85%).

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