O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, quer reverter a queda na taxa de natalidade do país criando um plano de 21 bilhões de euros. 

A situação da Itália é crítica: o país a maior queda na taxa de natalidade no ano passado, com 16 mil nascimentos a menos em comparação ao ano anterior. Especialistas dizem que a pandemia tem sua parcela de culpa nessa situação, já que teve um impacto grande para as mulheres.

“Sem crianças, o destino da Itália é envelhecer e depois desaparecer”, afirmou Draghi nesta sexta, em um evento dedicado ao crescimento das famílias. Como forma de reverter o jogo, o primeiro ministro confirmou que o governo planeja ampliar os benefícios para casais e mulheres, incluindo pagamentos em dinheiro para famílias com crianças.

O país registrou apenas 404 mil nascimentos no ano passado, cerca de 30% a menos do que 30 anos atrás, segundo a agência de estatísticas Istat. A média foi de 1,24 criança por mulher comparado a 1,27 criança no ano anterior, o menor índice na Europa depois da Espanha e de Malta.

O impacto da pandemia também cortou a expectativa de vida na Itália em 14 meses. As novas medidas do governo vão começar a valer em julho e 5 bilhões de euros devem ser destinados a pré-escolas e escolas primárias.

A queda contrasta com um aumento de nascimentos no leste europeu e na Alemanha, principalmente em países que pagam subsídios para quem tem crianças, apoio para mães que trabalham e dão mais atenção para a pré-escola.

“Apesar de as razões por trás do baixo índice de natalidade estarem mais relacionadas à economia, a falta de segurança social e instabilidade também fazem um papel importante”, afirmou Draghi.

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