O mercado reajustou pela 17ª semana consecutiva a expectativa de inflação para 2021. A informação consta da edição desta segunda-feira (2) do Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com os principais agentes financeiros do país.

O 6 Minutos lista as principais informações do Focus:

Inflação

O atingimento da meta de inflação pelo Banco Central parece um sonho cada vez mais distante. O BC estipulou para 2021 uma inflação de 3,75%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Segundo o Focus, o IPCA (índice que mede a inflação oficial do país) deve terminar o ano em 6,79%. Na semana passada, a projeção era de IPCA a 6,56%.

Por que isso importa? São dois motivos. O mais prático é sentido imediatamente no bolso dos brasileiros. Os preços dos produtos e serviços estão mais caros. E esse avanço é sentido nos combustíveis, nos alimentos e, mais recentemente, na energia elétrica. O segundo motivo é a pressão para o aumento de juros, que encarece a tomada de crédito e inibe a atividade econômica.

Juros

O mercado manteve a previsão de juros a 7% para este ano. Também não houve alteração para 2022 (7%) e 2023 (6,5%).

Por que isso importa? Os juros influenciam em diversas variáveis da economia, seja no custo do crédito, na remuneração dos investimentos de renda fixa ou no câmbio. A projeção para a alta dos juros pode ser revista para cima caso a inflação teime em não ceder.

PIB

Pela 15ª semana seguida, o mercado revisou para cima a projeção para o crescimento da economia brasileira. A expectativa de expansão do PIB passou de 5,29% para 5,30%.

Por que isso importa? Emprego e renda dependem diretamente do crescimento do PIB. A expectatva de um resultado mais vigoroso em 2021 é reflexo de uma maior confiança na retomada das atividades  econômicas e do avanço da vacinação no país.

 

 

 

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