A primeira parcela do 13º salário deve ser paga até esta segunda-feira (dia 3o) para trabalhadores com carteira assinada, empregadas domésticas e aposentados. Pelos cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), o pagamento das duas parcelas do benefício deve injetar cerca de R$ 215 bilhões na economia.

É um belo dinheiro para sair gastando, certo? Não é bem assim. A planejadora financeira pela Planejar Elle Braude diz que o 13º salário deve ser usado para o consumo apenas se a pessoa não tiver dúvidas, possuir uma reserva financeira de emergência e já ter começado a investir. Veja dicas:

Pague o que deve

“O destino financeiro do dinheiro depende do estágio da vida financeira da pessoa. Se ela está endividada, tem dívidas com juros altos para pagar, como cartão de crédito e cheque especial, é preciso primeiro se livrar desses débitos”, afirma ela.

Tenha uma sobra de dinheiro

Para quem já possui uma reserva para emergências e já investe, aí dá para pensar em gastar. “O que não pode é viver no zero a zero. Usar tudo o que ganha para pagar as despesas mensais, sem sobrar nada. A recomendação é destinar 30% para investir”, afirma ela.

Só aí, diz Elle, dá para realizar os sonhos de consumo. “Ninguém economiza por economizar, as pessoas economizam porque têm um objetivo. O dinheiro é um fim para realizar esses desejos, para celebrar com a família, proporcionar educação para os filhos, guardar para a maturidade.”

Lembre-se dos gastos adicionais

Mas não se esqueça de guardar para 2021. O começo do ano é repleto de despesas extras, como IPVA, IPTU, matrícula da escola e seguro do carro.

Mas é isso que as pessoas estão planejando? Parece que não. Pesquisa realizada pela CBDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), em parceria com a Offer Wise Pesquisas, mostra que a maioria vai gastar o 13º salário:

  • comprar presentes de Natal: 32%
  • gastar nas comemorações de Natal e Ano Novo: 21%
  • economizar: 30%
  • pagar contas básicas da casa: 21%

Chega a surpreender esse resultado? Não. O presidente da CNDL, José César da Costa, diz que os setores de comércio e serviço sempre esperam que parte dos recursos do benefício se transformem em compras.

O conselho é que o consumidor pense bem antes de abrir a carteira. “O cenário de incertezas deve servir de alerta para o consumidor, já que a crise gerada pela pandemia deverá acompanhar os brasileiros no próximo ano. O ideal é fugir de parcelamentos longos para não sobrecarregar as contas de início de ano. A dica é pesquisar preços e negociar descontos à vista”, afirma Merula Borges, especialista em finanças da CNDL.

E quando sai o pagamento da segunda parcela? Ela deve ser paga até 20 de dezembro.

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